Cachoeira do Piriá elege Coordenação Sindical. Vitória do Sintepp, Vitória da categoria!

Nos dias 29 e 30|jun o SINTEPP, Subsede de Cachoeira do Piriá, realizou a eleição para a nova coordenação triênio 2021|2024, tendo a participação de 62% da categoria no pleito eleitoral.

Há mais de meia década a implementação do Estado Mínimo vem se aprofundando no país, em especial a partir da posse do governo da extrema direita. O Brasil ficou mais desigual, excludente, violento e autoritário, aprofundando o desmonte do Estado, dos direitos sociais e da democracia com a agenda ultraliberal.

Após decretar o fim da aposentadoria do povo com a reforma da previdência, que vai tungar quase R$ 5 trilhões da renda das famílias nos próximos 20 anos, o governo e o Congresso Nacional aceleram o desmonte e a entrega das riquezas do país, num quadro de paralisia econômica e altíssimo desemprego.

Jair Bolsonaro tudo faz para atender aos interesses do capital financeiro e dos rentistas, no que conta com apoio da grande mídia, tendo a Rede Globo à frente, e da maioria do Congresso, dos partidos, do judiciário, do Ministério Público e demais instituições submissas ao imperialismo norte-americano. 

O governo Bolsonaro não esconde sua natureza autoritária e sua disposição de fechar o regime e acabar com o mínimo de liberdade democrática. Enquanto ameaça os setores organizados e a esquerda com retorno à ditadura, o governo mantém o torniquete nos investimentos públicos e na renda do trabalho. O resultado é altíssimo desemprego, aumento da pobreza extrema, piora dos serviços públicos e estagnação econômica.

Levantamentos da Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílios (PNAD) expõem a gravidade da situação. Nada menos que 14,4 milhões de pessoas estão à procura de emprego. É o maior índice desde 2012. Outros milhões de desempregados sequer conseguem buscar uma vaga, compondo 7,3% de desalentados.

A desocupação não é maior pelo crescimento do bico e subemprego. 44% das pessoas ocupadas estão na informalidade, enquanto 26% são trabalhadores por conta própria. A “solução” apresentada pelo governo é acabar com a taxação da folha de pagamentos das empresas e cobrar impostos dos desempregados.

O desemprego altíssimo já logrou derrubar o valor dos salários, mas o governo dobra a aposta, acaba com a política de valorização do salário mínimo e sequer corrigiu o valor do Bolsa Família. O resultado é a explosão das desigualdades sociais.

Metade da população vive com cerca de R$ 413 por mês e 52% dos lares no Brasil não dispõe de nenhuma renda proveniente do trabalho.

No Estado nossa luta pela garantia do piso e reajuste salariais, pela unificação de nosso Plano de Cargos, Carreira e Salários, pela imunização de nossa categoria e de toda a comunidade escolar, pela sanitariazação e adequação das escolas e, sobretudo, nossa incansável defesa da vida, de nossa valorização profissional e de uma educação pública que responda a qualidade de ensino que as futuras gerações têm direito também não para.

Conseguimos, porém duas importantes vitórias neste primeiro semestre, em que ainda estamos com a pandemia em curso. A 1ª foi mais uma decisão favorável a nós no que se refere ao piso salarial de 2016 e a outra foi início da vacinação de trabalhadores/as em educação do Estado.

Seguimos, no entanto, firmes na luta para a obtenção de insumos para a garantia do trabalho remoto, como a disponibilização pelo governo Helder de conectividade e equipamentos tecnológicos adequados e suficientes para as comunidades escolares, bem como pela garantia de nossa imunização completa contra a covid-19 e a plena higienização das unidades de ensino para assim construirmos um retorno seguro para educares/as e discentes ao ambiente escolar.   

E é diante deste cenário nacional e local, em que a classe trabalhadora vem sendo submetida, em especial os trabalhadores e trabalhadoras da educação, uma vez que, o governo negacionista de Jair Bolsonaro elegeu a Educação, e consequentemente a CIÊNCIA, como inimigas prioritárias, que foi realizada a eleição da nova Coordenação do Sintepp – Subsede de Cachoeira do Piriá.

Lamentavelmente o panorama municipal não é diferente do nacional. Pois assim como o governo genocida de Bolsonaro, o governo municipal também se mostra um verdadeiro algoz em se tratando da educação. A perseguição desferida aos coordenadores do Sintepp e parte da categoria pela Secretaria de Educação por conta de descontos sistemáticos nos seus vencimentos, redução de jornada, bem como a redução e retirada de gratificações como a de titularidade (especialização, mestrado e etc.), retirada de gratificação de alunos especiais, assim como no caso do pagamento das aulas suplementares, nesse caso em especial parece haver um sorteio para se saber quais professores irão receber a gratificação e quais ficarão de fora da percepção da mesma.

A história nunca deixou duvidas em relação aos ataques sofridos pela classe trabalhadora. Quando quem está no poder não se permite o diálogo com o outro, quando não se permite a crítica, autocrítica e até mesmo fazer inflexões, quando não se tem competência técnica e pedagógica para gerenciar uma secretaria tão importante quanto a da educação, é previsível tentar calar o outro através da força, não importando os meios.

A eleição da Subsede de Cachoeira do Piriá serviu não apenas para que a Coordenação Estadual, Coordenação Regional e a Coordenação da Subsede pudessem constatar in loco as precárias condições em que os trabalhadores da educação estão sendo submetidos em suas unidades escolares.

Durante a coleta de votos foi observado que não houve investimentos em EPI’s para os trabalhadores. Em nenhuma escola havia o tapete sanitizante nas entradas das mesmas, na grande maioria das escolas não foram instaladas pias e recipientes para sabão líquido, no sentido de garantir a higienização das mãos dos alunos, e da mesma forma quase não se percebeu álcool em gel que é um produto básico para a prevenção da Covid-19.

Ficou nítido o pouco caso por parte da Secretaria de Educação em garantir o mínimo de segurança sanitária para os trabalhadores da educação e a comunidade escolar, diante de um momento pandêmico que nos remete a termos cuidados, prudência e respeito à vida.

A falta de competência para gerenciar a educação em Cachoeira do Piriá fica evidente quando quem deveria abrir o canal de diálogo, se fecha na sua redoma, levando todas as críticas e questionamentos como se fossem pessoais e se quer conseguem perceber que ao perseguir os|as trabalhadores|as da educação também está perseguindo as crianças, adolescentes e jovens da escola pública municipal e consequentemente tratando de forma desrespeitosa a população de Cachoeira do Piriá.

O Sintepp sempre primou pela busca do diálogo no sentido de garantir a ampliação e manutenção de direitos, assim como a defesa intransigente de uma educação pública, laica e de qualidade social, onde os|as nossos|as alunos|as possam ser sujeitos críticos na construção de uma sociedade mais justa e igualitária sendo assim cidadãos conscientes dos seus direitos e deveres.   

Por conta das mazelas que estão postas na atual educação municipal e pela necessidade da organização da classe trabalhadora para o enfrentamento ante ao despreparo da gerência da educação de Cachoeira do Piriá, nossa categoria, ao comparecer de forma significativa na eleição sindical para nova coordenação da Subsede de Cachoeira do Piriá, mostra mais uma vez seu reconhecimento por quem está sempre de prontidão para resistir aos ataques dos governantes de plantão e deixando claro que NÃO NOS CALARÃO.

Agradecemos a nossa categoria pela confiança à coordenação demonstrada nas urnas e aproveitamos para chamar os nossos companheiros e companheiras, de forma unificada para que nos organizemos nas lutas, no sentido de fazer valer os nossos direitos e dessa forma fortalecer ainda mais o nosso instrumento de lutas e conquistas, a nossa fortaleza que se chama SINTEPP.

O SINTEPP SOMOS NÓS, NOSSA FORÇA NOSSA VOZ!

Mandato: “LUTA E TRANSPARÊNCIA: O MANDATO DA CATEGORIA” 

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