XXIII Congresso Estadual do Sintepp

APRESENTAÇÃO

“Se a floresta acabar, não vai

ter chuva e sem a chuva

não tem o que beber,

nem o que comer.”

Davi Kopenawa

E se a Amazônia se transformasse toda em pasto? Estudos apontam que cerca de 25% de chuvas deixariam de cair no Brasil, resultando em várias consequências desastrosas ao nosso clima, como o aumento da temperatura. E são vários os culpados, dentre eles o agronegócio, um dos responsáveis diretos pela destruição da mata virgem, que só visa o lucro e possui apenas 6% da água que consome e subtraí 70% da água potável dos reservatórios brasileiros, fazendo as já combalidas reservas hídricas diminuírem e todos pagarem por isto.

Diversas são as justificativas inventadas para a expropriação de recursos da ciência e educação pública, pois nelas se encontram os únicos argumentos científicos que denunciam a ganância que derruba a floresta e expandem seus negócios predatórios em terras da União, que por sua vez convenientemente, incentiva a destruição do meio ambiente para saciar a gana de latifundiários, fazendeiros, grileiros, madeireiros, da pesca predatória, do agronegócio e das mineradoras. Todo esse cenário de devastação foi fortemente acentuado no governo Bolsonaro: a Amazônia arde em chamas, morte e destruição!

O Brasil é o 4º pais no mundo que mais mata ativistas que defendem os direitos humanos. Foram mais de 600 assassinatos somente nas últimas décadas, e muitos deles continuam até hoje sem a devida apuração criminal e sem a punição aos verdadeiros mandantes. Nossos povos originários estão sendo dizimados na Amazônia, nossos rios contaminados pelo mercúrio e outros poluentes. O legado de Chico Mendes, Dorothy Stang, do casal de extrativista José Cláudio e Maria do Espírito Santo e o mais recentemente assassinato do indigenista Bruno Araújo e do jornalista Dom Phillipes recolocaram o Brasil no mapa de país que mais assassina ativistas que defendem a preservação do meio ambiente, reacendendo um triste histórico brasileiro ligado a esta questão. Portanto, urge a retirada dessa lógica bolsonarista e ultradireitista do poder e a luta por uma inversão dessa postura perversa de ataques ao meio ambiente, aos povos da floresta e não ao sucateamento dos serviços públicos prestados ao povo brasileiro.

Assim, o XXIII Congresso Estadual do Sintepp emerge em um momento de profunda negação à ciência, fragilização do SUS, sucateamento da educação, saques a nossa biodiversidade. Tudo isto, aprofundado por uma pandemia que ceifou milhares de vidas, que poderiam ter sido evitadas se não fossem as ações genocidas de um governo que despreza a vida e os serviços sociais de ajuda ao povo.

            Segundo a UFPA, cerca de 60% dos domicílios da Região Norte sofrem com algum tipo de insegurança econômica, social e alimentar, resultado do desamparo das esferas de governo em nosso país. A miséria se amplia país afora e é cada vez mais comum pessoas em condição de rua e revirando latas de lixo em busca de algo para alimentar a si e seus filhos. Não é possível normatizar a fome!

            No Pará o gov. Helder e os prefeitos da Região Metropolitana souberam fazer um grande marketing com a vacinação contra o corona vírus, mas foram ineficientes no amparo aos mais necessitados, deixando rastros de muita propaganda, porém, pouca eficiência no combate à fome.

            Em plena pandemia, o Sintepp continuou na luta pela preservação da vida e para que os gestores não usassem a desculpa da Emergência Sanitária decorrente do vírus SARS-CoV-2 para subtrair direitos históricos da categoria. Helder foi forçado em decorrência dos inúmeros atos públicos realizados em todo o Estado a divulgar o reajuste de 33,24% do Piso Salarial, porém, a capital e a maioria dos prefeitos ainda descumprem a legislação, apesar das artimanhas jurídicas engendradas pelo governo Helder para não reconhecer esse direito.

            Então nosso XXIII Congresso tem por objetivo intensificar a luta para que as prefeituras cumpram com o que determina a Lei do Piso Salarial, por Reajuste Geral de Salários e por Valorização de todos os Funcionários da Educação Pública em nossa Região.

Por isso, convidamos todos e todas as trabalhadoras e trabalhadores em educação da do Pará a participarem deste grande e importante encontro! Serão dias de formação sindical e profissional que visam acumular o debate sobre nossas carreiras na Educação, além de elaborar um plano de lutas que balizará a atuação de nossos dirigentes sindicais nos municípios onde o Sintepp se organiza, construindo uma luta firme em favor da educação pública, da valorização profissional de educadores paraenses e por justiça social. 

Fonte: https://piaui.folha.uol.com.br/o-mundo-sem-amazonia/
João Moreira Salles e Bernardo Esteves|17 out 2019_17h59

Período para tiragem de delegados/as: 15 de agosto a 15 de setembro de 2022.

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