Greve Sanitária de Especialistas em Educação: Um grito pela Vida!

A pandemia que interrompeu as atividades presenciais nas unidades escolares estaduais já dura mais de um ano. E nesse tempo, especialistas e servidores não docentes continuaram trabalhando presencialmente por exigência da Seduc, nos colocando em situação de frequente exposição à contaminação pela Covid-19. Muitos (as) colegas foram contaminados, sofreram assédio de direções e precisaram brigar para se afastar quando havia suspeita de adoecimento.

Várias foram as irregularidades quando devido à carência de profissionais de diversos setores, especialistas foram pressionados (as) a exercer funções diferentes da sua originária como realização de matrícula, reprodução e entrega de cadernos de atividades, entrega de cartões de alimentação escolar e, até mesmo, a limpeza dos espaços nas escolas.

Diante do agravamento com a segunda onda em todo o estado do Pará, especialistas uniram-se e apresentaram um documento com extensa reivindicação para a Seduc no dia 10 de fevereiro deste ano. A mais urgente era a liberação para realização de trabalho remoto durante a pandemia, uma vez que nossa função diz respeito à mediação do fazer pedagógico entre professor e aluno e estes sujeitos estão até hoje atuando remotamente.

Diante da negativa da Seduc, a greve sanitária foi deflagrada e iniciada dia 15 de março, com adesão de Especialistas de várias regiões do estado. Muitas reuniões foram realizadas e a Seduc, depois de muita  pressão de nosso segmento, apresentou no último dia 13 uma contraproposta contida em documento expedido e assinado pela Secretária de Educação, prof. Eliete Braga.

Este documento foi apresentado em assembleia e diante da avaliação da categoria de que houve avanço nas negociações realizadas e mediante as alterações feitas pela Seduc, em atendimento às solicitações da Comissão de Especialistas no documento oficial assinado pela Secretária de Educação e entregue ao Sintepp e à Comissão, foi aprovada em assembleia a suspensão da greve, mas a continuação da luta pelos direitos de Especialistas em Educação, incluindo a retomada da greve sanitária, se necessário for.

Em resumo, no documento emitido pela Seduc consta que:

– Não serão lançadas faltas de greve mediante realização de trabalho remoto;

– Especialistas continuarão em trabalho remoto até o dia 23 de abril e a partir do dia 26 retornarão para trabalho presencial nas escolas em escala de até 2 vezes na semana;

– Especialistas poderão permanecer nas unidades escolares pelo tempo necessário ao cumprimento das demandas, não sendo obrigatória a permanência por 6h diárias.

Veja a abaixo o documento na íntegra:

A comissão apresentou à Seduc casos de assédio de direções de escolas, USES e URES e dará os devidos encaminhamentos para estes e os que por ventura ainda venham a ocorrer, com o acompanhamento do jurídico do Sintepp que deverá ser acionado sempre que os mesmos aconteçam.

Só a luta muda a vida!

Comissão de Especialistas/Sintepp Estadual.

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