Escolas estaduais reclamam de falta de alimentação escolar

O SINTEPP recebeu uma denúncia de que desde a retomada das atividades presenciais nas escolas da Rede Estadual de Ensino do Pará, em 02 de agosto deste ano, falta alimentação escolar.

Em algumas unidades, estudantes têm sido liberados antes do final do turno para que não passem fome. Também falta gás de cozinha, item indispensável para manutenção da oferta da merenda escolar.

O governo de Helder Barbalho (MDB) impôs o retorno às atividades presenciais sem considerar a necessidade da vacinação completa de trabalhadores (as) e discentes e a precariedade física das instalações de imensa maioria das escolas, e para piorar sem garantir a segurança alimentar de nossos (as) alunos (as).

Numa conjuntura de desemprego crescente, a merenda se torna mais que imprescindível, pois mais do que nunca pode ser a única refeição do dia para milhares de estudantes.

Educadores (as) procuraram nosso Sindicato e explicaram que de acordo com a própria Seduc há apenas duas equipes e somente dois caminhões para fazer a entrega da alimentação escolar em toda a Região Metropolitana do Estado, o que têm gerado transtornos, como o grande atraso na entrega de mantimentos.

Na denúncia foi relatado que em determinadas escolas não há, por exemplo: “ventiladores na maioria das salas; na área da cozinha e refeitório há mais de um mês está sem energia elétrica, e a equipe escolar não tem como ligar bebedouro e outros equipamentos; a geladeira está ligada através de uma extensão; só há um freezer e uma geladeira antigos e prestes a queimar; a instituição não tem como comprar gás vai fazer uns dias e até o momento a unidade está sem verba do fundo rotativo”.

Ou seja, uma realidade cruel e que lamentavelmente se repete em muitas outras unidades de ensino da Região Metropolitana e interior paraense.

Além disso, ouvimos relatos de docentes que estavam indo por conta própria ao depósito da Seduc retirar a merenda, mas que correm o risco de serem acusados de roubo e por isso, não tomarão mais essa medida.

O Sintepp levará tal situação ao Conselho da Alimentação Escolar, e antecipadamente exige que a Seduc corrija imediatamente estes problemas, visto que não há possibilidade de manter discentes em sala de aula sem infraestrutura e sem a garantia da segurança alimentar.

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