Governo recua e matrículas são disponibilizadas para Escola Orlando Bitar

“Quem abre uma escola fecha uma prisão”

(Victor Hugo)

No último dia 02 houve audiência entre a SINTEPP, Secretaria de Educação do Pará e a Comissão formada por representação da comunidade escolar, no sentido de esclarecer o possível fechamento da Escola Estadual Orlando Bitar.

Nosso sindicato, representado pelo professor Mauro Borges, fez o relato da situação, visto que a SEDUC ao retirar a unidade de ensino do sistema de matrícula, estaria iniciando o processo de extinção da escola. Uma atitude notada como unilateral e sem qualquer diálogo com o corpo técnico/docente e os estudantes.

Ainda na audiência, o professor Bráulio Uchôa também informou sobre a demanda dos alunos para a formação de turmas e a existência de salas ociosas que poderiam ser utilizadas por novos discentes.

A Secretária Adjunta de Ensino da SEDUC, Regina Pantoja, questionou sobre uma possível reunião entre a USE, a direção da escola e os docentes para discutir a situação do Orlando Bitar e uma suposta ata dessa reunião. A mesma foi informada que a referida reunião jamais aconteceu e que a única reunião que houve foi apenas para informar sobre o processo de extinção da escola, informando ainda que “oficialmente não há nenhuma decisão do governo em deslocar o prédio do Orlando Bitar para outros fins”.

Oportunamente, a Coordenadora de Matrícula, Suely Drummond, foi chamada para participar da reunião, ao que informou que se houvesse demanda incluiria as novas turmas no sistema e que as matrículas aconteceriam normalmente.

Após os devidos esclarecimentos, o governo, apesar de não ter assumido a autoria do processo de extinção da Escola Orlando Bitar, autorizou a matrícula tanto do 1º ano do Ensino Médio do turno matutino, assim como das turmas da EJA/Médio do noturno.

É importante ressaltar que a reversão da ameaça de fechamento da Escola Orlando Bitar só foi possível por conta da mobilização da categoria e do SINTEPP. Este sindicato assumiu papel fundamental na abertura do canal de diálogo com o governo e no apoio incondicional aos trabalhadores da educação e alunos que culminou na resolução de uma atitude que deixaria manchada a história da educação paraense.

Não ao fechamento de escolas!     

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