Categoria aprova GREVE em resposta aos desmandos de Jatene

Em uma assembleia histórica na manhã desta sexta-feira (20), realizada na quadra da EE. Cordeiro de Farias, em Belém, os trabalhadores em educação da Rede Estadual de ensino aprovaram GREVE em resposta a ameaça de redução de salários e pelo não pagamento do piso nacional impostos pelo governo Jatene (PSDB).

Após o esclarecimento da Coordenação Estadual do Sintepp quanto a sequência de tentativas de negociação junto ao governo para o cumprimento do acordo da última greve e a pauta de reivindicação da categoria, os educadores externalizaram sua indignação.

Também foi informado que a posição do governo é manter o sistema de lotação que vem sendo implantado. O governo mente para a sociedade ao afirmar que o sindicato concorda com lotação de 150h. Essa é uma grande inverdade! O Sintepp alertou inclusive o governo de que a ação é inaceitável e que está causando confusão e terror entre os trabalhadores.

Os municípios presentes apontaram o panorama da educação em suas localidades e demonstraram para o início imediato da greve, para garantia do pagamento do piso, reforma das escolas, segurança, gestão democrática, PCCR unificado e ajustes da portaria de lotação.

Na segunda e terça-feira (23 e 24.03) nossa categoria permanecerá nas escolas, pois além de cumprir o prazo legal de 72 horas para a comunicação oficial do início do movimento, serão realizadas reuniões com a comunidade e também organizará a greve por distritos e subsedes. A partir do dia 25.03 (quarta-feira) as aulas serão suspensas, até que o governo cumpra o que nós exigimos.

Veja a pauta de reivindicação da categoria:

  1. Pagamento do piso salarial retroativo a janeiro/2015;
  2. Cumprimento do Acordo de greve firmado em juízo;
  3. Eleições diretas para direção de escolas;
  4. Reforma nas escolas;
  5. Merenda escolar;
  6. Pagamento do retroativo da mudança do percentual de hora atividade de 2014, tal qual firmado em acordo judicial;
  7. Concurso público;
  8. Lotação dos especialistas em educação levando som conta os níveis de ensino ofertados (fund., médio e EJA) e turno e considerar a hora aula dos docentes que já fazem parte do grupo magistério e 1/3 da carga horária para organizar as ações pedagógicas;
  9. Lotação de 2015, assegurando a jornada, destinando no mínimo 1/3 de hora atividade de acordo com a lei do Piso Salarial Profissional Nacional do Magistério Público;
  10. Cumprimento do PCCR.
  11. Pagamento do recesso com o novo piso;
  12. Reajuste do vale alimentação, com base no maior valor pago hoje;
  13. Cumprimento das 200 h/aulas sem redução de turma/salário como critério para lotação;
  14. Lotação por jornada, assegurando as aulas suplementares de acordo com a lei aprovada;
  15. Some;
  16. Conclusão das obras de reforma da Escola Estadual Prof.ª Maria Câmara Paes, pois desde o ano passado a obra encontra-se paralisada e os alunos estão estudando em prédio alugado sem as condições mínimas para o desenvolvimento do ensino público;
  17. Reformular a portaria de lotação, incluindo como critério para lotação o local do concurso público prestado;
  18. Conclusão das obras de construção da Escola Tecnológica que há mais de 02 anos encontra-se paralisada;
  19. Concurso público para o preenchimento de vagas nas áreas de: sociologia, inglês, filosofia, espanhol, física, química, biologia e artes;
  20. Construção de pelo mais uma escola de ensino médio em Breves, tendo em vista o alto índice de turmas superlotadas e de alunos fora da escola;
  21. Projeto Mundiar;
  22. Escolas Técnicas (garantir participação);
  23. Lotação de 2015 com base na lotação de 2014;
  24. Transporte escolar;
  25. Concurso público C130h – C150h / 180h (Vigia);
  26. Manutenção do vale alimentação no período de licença;
  27. Reajustar a gratificação dos diretores, vices e Secretário;
  28. Pagamento das perdas históricas;
  29. Pagamento do salário família;
  30. Pagamento Pasep

O governo inicia mais um mandato com velhas práticas

As investidas do Sintepp, na busca por um consenso foram incontáveis, no entanto a alternativa do governo primeiro foi de ignorar o sindicato, em seguida partiu para a manipulação de informações.

Depois de só receber o Sintepp em 16.03, o secretário de educação, Helenilson Pontes, que foi vice governador na gestão passada, alegou estar arrumando a gestão. Nova gestão, velho governo, antigas práticas. O fruto desta reunião foi uma ata adulterada, com informações que não condiziam com o negociado com o sindicato. Por isso o Sintepp devolveu a ata e solicitou as alterações.

A categoria chega ao seu limite no momento que recebe da Seduc a orientação de que nenhum professor poderá extrapolar as 150h e diante de mais um engodo quanto ao pagamento do piso nacional. O governo sinaliza que apresentará uma data a partir de 15 de abril. Enquanto isso padeceremos com redução salarial. Isso é inaceitável!

Acompanhe a agenda da GREVE aprovada na assembleia:

23.03 (segunda-feira)
Reunião com a comunidade

24.03 (terça-feira)
Reuniões por distrito e subsedes, às 16h.

Daico/Daout: EE. Palmira Gabriel
Dasac: EE. Graziela de Freitas
Daent: EE. Cordeiro de Farias
Damos: EE. Nonato Filgueiras
Dagua: EE. Brigadeiro Fontenelle
Dabel: EE. Deodoro de Mendonça
Daben: EE. Raimundo Viana

25.03 (quarta-feira)

Assembleia geral, às 9h, Praça da Leitura (São Brás)

26.03 (quinta-feira)

Ato público, às 9h, concentração Praça da República.

Só avança quem luta!

Observe como ficam as perdas remuneratórias a partir da proposta de Jatene/Helenilson com a imposição da jornada de 150h.

tabela_2015_salarial
 
 
cartaz_2015_assembleia_greve_estadual

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