
Categoria debate Campanha Salarial 2026
Nesta manhã (13) o SINTEP reuniu sua categoria em Assembleia Geral, na quadra da escola Augusto Meira, para debater as pautas e demandas da categoria e de maneira imediata, encaminhamentos sobre a Campanha Salarial.
A coordenação do sindicato apresentou informes detalhados sobre as reuniões e audiências realizadas no último período: aposentados, readaptados, séries iniciais, ATP das escolas de Tempo Integral e ainda, docentes da educação especial. Além disso, as sobrecargas relacionadas às mudanças na duração dos tempos de aula e também no número de alunos por turma. A atual situação da educação pública no Estado, aponta para um cenário de piora nas condições de trabalho das trabalhadoras e trabalhadores da Educação, especialmente em relação à jornada de trabalho.
Adicionalmente, a categoria tem sido intimidada quanto à possibilidade de lutar por seus direitos, devido a ameaça constante de descontos de dias de greve e paralisações. Nesse cenário, caminhamos para o fim do governo Helder Barbalho, que há duas gestões vem atuando no desmonte da educação no estado do Pará, apesar da propaganda enganosa de seus números e índices.
A assembleia também acolheu denúncias, demandas e informes da categoria, incluindo resultados das greves na região metropolitana, nos municípios de Belém e Ananindeua. As conquistas em Ananindeua, frutos da mobilização da categoria, foram apontadas como exemplo para pressionar o governo estadual por um reajuste acima do anunciado. A denúncia em relação a falta de autonomia nas salas de aula, para que docentes planejem suas atividades, especialmente no interior, foram apresentadas como recorrentes e a coordenação do SINTEPP se comprometeu em acompanhar de perto essas questões. Um canal de denúncias deve ser anunciado em breve como forma de facilitar que elas cheguem e sejam tomadas providências.
A violência dirigida a nossa companheira Andréa Pereira feita por um bolsonarista, em ato em Bragança, enquanto defendia os direitos da educação de sua filha e o indiciamento de nosso dirigente estadual, Beto Andrade, por suposta ação realizada na greve de Ananindeua, mostram que o direito a organização e a luta estão ameaçados neste Estado. O recuo nesse momento representa o aceite de todas essas violências. Não recuaremos.
Nesse sentido, a categoria deliberou por agenda de mobilização para pressionar o Governo do Estado a dar uma valorização real no reajuste salarial que abarque as perdas da categoria, inclusive em relação ao vale alimentação dos servidores.
Assim, ficou aprovado:
17/03 – Ato em frente à ALEPA, quando está prevista a votação e aprovação do reajuste salarial dos servidores do Estado.
24/03 – Marcha “Eu luto pela Educação: Valorização é com reajuste real”
15/04 – Dia Nacional de Paralisação em defesa da educação pública e valorização do magistério.