Professores/as da Socioeducação iniciam Greve Sanitária a partir desta segunda, 08|03

O Sintepp realizou na última sexta-feira (05/03) uma Assembleia Geral emergencial com professores/as que atuam nas unidades socioeducativas do Pará, onde foi deliberada GREVE SANITÁRIA EM DEFESA DA VIDA.
Em debate, a obrigatoriedade de um retorno às aulas presenciais, por força de liminar judicial, em pleno processo de pré-colapso no sistema de saúde, apontado por especialistas e epidemiologistas em todo Brasil, por conta do avanço das contaminações da Covid-19, que está completamente fora de controle.
Este início de março/21 já se configura como o pior momento da pandemia do novo coronavírus, chegando-se a mais de 10 mil mortes numa única semana, alcançando-se a funesta marca de 1.910 óbitos num único dia na última quarta (03/03).
Na sexta-feira 5, ainda segundo o boletim do Conselho Nacional de Secretários de Saúde/Conass, o Brasil chegou ao todo a 262.770 mortes e 10.869.227 de casos desde o início da pandemia.
Esses números caóticos e assustadores se tornam desesperadores com as projeções para as próximas semanas. De acordo com informações do jornal Valor Econômico, o Ministério da Saúde prevê três mil mortes diárias pela doença nas próximas semanas, e ao considerar-se a situação já completamente limite de leitos hoje, prenuncia-se o colapso total do sistema de saúde, e previsível duplicação do número de mortes nos próximos três meses.
Segundo o médico, neurocientista e professor catedrático da Universidade de Duke (EUA) Miguel Nicolelis, esta poderá se tornar a trágica nova realidade brasileira por um período: “Nós podemos ter a maior catástrofe humanitária do século 21 em nossas mãos. A possibilidade de cruzar 2.000 óbitos diários nos próximos dias é absolutamente real. A possibilidade de cruzarmos 3.000 mortes diárias nas próximas semanas passou a ser real. Se você tiver 2.000 óbitos por dia em 90 dias, ou 3.000 óbitos por 90 dias, estamos falando de 180 mil a 270 mil pessoas mortas em três meses. Nós dobraríamos o número de óbitos. Isso já é um genocídio, só que ninguém ainda usou a palavra. O que são 250 mil mortes sendo que a vasta maioria poderia ter sido evitada?”, disse em entrevista.
A ação movida pelo Ministério Público paraense, que corre em segredo de justiça, e que foi deferida pela justiça através de liminar, cobrou o retorno imediato dos/as professores/as às atividades presenciais, mostrou-se completamente anacrônica e contraditória tanto por essa dramática realidade, quanto com a própria RECOMENDAÇÃO feita pelo parquet, no sentido da necessidade de um lockdowm na região metropolitana, pelo risco iminente de colapso.
É mister reafirmar que desde o ano passado estão sendo encaminhadas por nossa categoria atividades remotas, tanto no regular, quanto nas demais modalidades de ensino, bem como nos convênios, com as limitações e problemáticas não resolvidas ao longo do último ano, e que são de responsabilidade do governo Helder.
Após os informes jurídicos de nosso sindicato, e de uma avaliação coletiva desse momento dramático por que passamos, foi aprovada GREVE SANITÁRIA EM DEFESA DA VIDA na socioeducação paraense, devendo-se buscar alternativas ao impasse junto à SEDUC, além da habilitação do SINTEPP no processo judicial, na perspectiva de suspensão da referida liminar.
Cobramos do governo Helder a celeridade na aquisição das vacinas, estruturação dos espaços educacionais do estado, garantias sanitárias e de defesa da vida, insumos e suporte às atividades remotas, e valorização e respeito à nossa categoria.

Coordenação Estadual

Geisi Dias

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