Palestra e grupos de trabalho discutem Matriz 2011|2016, tempo integral e Matriz estendida

Ainda no Seminário Matriz Curricular e Base Nacional Comum Curricular do ensino médio , na EE. Anísio Teixeira, em Belém, a palestra sobre Matriz 2011|2016, tempo integral e Matriz estendida combinou a exposição das (os) professoras (es) Ronaldo Araújo (UFPA), Lirani Franco (CNTE) e Glória Rocha (UEPA) com contribuições do plenário.
Coletivos estudantis expressaram seu descontentamento com a política do governo Jatene|Ana Haver com palavras de ordem, como “Não tem dinheiro pra educação, mas tem dinheiro pra banqueiro e pra ladrão”.
Em síntese, houve um sentimento generalizado de que se aprofunde as reflexões sobre currículo e mundo do trabalho.”Queremos um currículo para uma formação humana e cidadã respeitando os aspectos tecnológicos e científicos, para a construção de uma educação pública, democrática e de qualidade para todos”, comentou a professora Glória Rocha, que foi a primeira coordenadora geral mulher do Sintepp, ainda na década de 90.
Após o intervalo do almoço os professores Orlando Sousa (ICED|UFPA) apontou para a especificidade e urgência dos debates sobre a Educação de jovens e adultos e a educação prisional; o professor Vandré Lisboa (EE. Justo Chermont) observou que a educação precisa ser revista a partir do mundo do trabalho e da linguagem, disponibilizando-se a colaborar com a revisão do currículo, uma vez que em seu ponto de vista “a inclusão não é apenas para quem tem algum tipo de limitação, mas para quem a constrói”; Líbano Franco sintetizou a campanha nacional dos trabalhadores em educação, que ontem (29) realizaram ato nacional que teve como sinalização de não aceitação a retirada de direitos do governo golpista de Temer, o fechamento dos portões portões do MEC em Brasília. E teve um educador de São Paulo algemado e detido ao tentar colocar uma faixa em uma das janelas do ministério. Como o objetivo da CNTE não era ocupar o prédio, apenas inviabilizar o funcionamento do MEC, o ato seguiu e foram expostas questões como: Piso 2016, PEC 251, PL 257, pré sal e lei da mordaça (escola sem partido). Não sendo descartadas as possibilidades de ações radicalizadas, uma vez que nos dias 04 e 05|08 o Conselho Nacional da CNTE reunirá. A CNTE deliberou ainda não reunir com o governo golpista golpista de Temer, por não reconhece – lo, mantendo ao lado dos setores sociais do país que lutam pelos direitos dos trabalhadores.
Neste momento ocorrem os grupos de trabalho Matriz 2011 X Matriz 2016, que analisa a proposta da Seduc e Escolas de tempo integral, que não tem Matriz definida pela Secretaria. Em seguida na plenária será feita a culminância dos grupos. Após a conclusão da sistematização o conteúdo será disponibilizado no site do Sintepp.

Geisi Dias

Read Previous

Sintepp inicia, em Belém, Seminário "Matriz Curricular e Base Nacional Comum Curricular"

Read Next

CER se reúne para preparar enfrentamentos ao governo Jatene e prefeitos no 2° semestre

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *