Greve Parauapebas avança para o 3º dia de resistência

Governo Valmir Mariano (PSD) subestima a inteligência dos servidores e mente de forma descarada

Em entrevista a um blog de Parauapebas, o chefe de gabinete do prefeito Mariano mente descaradamente para tentar confundir as (os) servidoras (es) públicas (os), que já estão cansadas (os) de desrespeito desse governo com os trabalhadores da rede municipal.

Wanterlor Bandeira afirmou que a greve é 100% política, porém esquece que assinou acordos, inclusive no Ministério Público, que não foram cumpridos.

É fato que havia um acordo de parcelamento do retroativo referente aos meses de janeiro, fevereiro e março, tanto da revisão salarial quanto do auxílio alimentação. Porém tal pagamento deveria ser realizado já nos pagamentos de abril, maio e junho.

O governo não pagou a primeira parcela, conforme acordado, alegando o atraso na aprovação, porém o reajuste foi aprovado no dia 26 de abril, portanto o governo teve tempo para pagar o retroativo em folha suplementar, porém não o fez.

Além disso, o próprio chefe de gabinete, em reunião com representantes do Sintepp e do Sinseppar, garantiu que se não fosse possível pagar a primeira em folha suplementar, liquidaria a dúvida em duas parcelas: pagamentos de maio e junho.

Na entrevista o governo reafirmou que pagará as três parcelas, sendo a primeira dia 10 de junho, porém esquece que ao não cumprir o acordo, aumentou sua dívida, que agora é de quatro meses e não mais três.

O governo mais uma vez afirmou que está no limite prudencial, porém se esquivou da pergunta e não respondeu ao entrevistador, pois não apresentou os números. Vale ressaltar que esse governo se nega a apresentar a folha de pagamento e as prestações de contas do FUNDEB e do CAE, portanto, esse discurso não convence a nossa base.

No dia 19 de maio a assembleia dos trabalhadores da educação deliberou que paralisaria suas atividades por tempo indeterminado a partir do dia 1° de junho, e que como esse governo não tem nenhuma credibilidade com os educadores, só retornaríamos as atividades quando a dívida for liquidada.

Ressaltamos ainda que além da pauta salarial, há também uma pauta social que não foi cumprida por Valmir Mariano, pois alguns processos de construção de escolas ainda não avançaram, a maioria das unidades educacionais do município funcionam com sistema precário de refrigeração, a merenda servida nas escolas é insuficiente e de baixa qualidade, inclusive sem seguir cardápio.

O Sintepp Parauapebas reafirma, portanto, seu compromisso com a educação pública e de qualidade, e tão logo a greve seja suspensa, apresentará a proposta de calendário de reposição para não prejudicar os estudantes no seu direito a educação. No momento convocamos a comunidade escolar e sociedade parauapebense a se somar às atividades de mobilização em defesa do serviço público de nosso município.

Leia também: http://sintepp.org.br/2016/05/parauapebas-governo-descumpre-acordo-e-trabalhadorasos-deflagram-greve/

Geisi Dias

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