Em Prainha, prefeitura atrasa pagamento de salário e revolta servidoras (es)

O atraso no pagamento do salário do mês de abril deste ano tem tirado o sossego da categoria no município de Prainha, regional Oeste do Sintepp, e isso têm revoltado as (os) educadoras (es).

Um acordo feito na justiça entre a Prefeitura e o Ministério Público, sem a presença do Sintepp, atormenta as (os) trabalhadoras (es). É que o acordo permite que o governo pague as (os) servidoras (os) até o dia 30 do mês subsequente ao mês trabalhado. Mesmo com esse absurdo feito na justiça a prefeitura tem mais de 12 milhões de reais repassados pelo MEC por meio do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (FUNDEB), onde 60% é previsto para o pagamento de salários, o que não tem acontecido.
Não bastasse o atraso de salários o governo municipal publicou um decreto no Diário Oficial do Estado (DOE), no dia 14 de maio, que retira direitos legais dos servidores públicos com a desculpa de conter gastos no orçamento. Dentre os direitos retirados, destaca-se: exoneração de contratados; suspensão de licenças, inclusive a licença prêmio; suspensão de pagamento das gratificações e de horas-extras; redução de salários; participação dos servidores em cursos, congressos ou seminários. Essa medida atinge a todas as categorias, além da educação.
O que mais revolta os (as) Prainhenses (as) diante das medidas tomadas contra o serviço público municipal é a contratação de um escritório contábil por mais de 700 mil reais mensais pela prefeitura, numa provocação aos servidores e população em geral, diante da crise atual. Isso leva a crer que o dinheiro que deveria ser usado para melhorar a situação do município de Prainha está sendo usado para outras funções desnecessárias. A prefeita Patrícia Haje (PSDB) que já teve no seu primeiro mandato cassado pela justiça em 2008 por abuso de poder econômico na eleição, demonstra mesmo estar disposta a passar por cima dos direitos do povo para implementar a mesma política de Jatene, governador do Estado, de desvalorização e massacre dos (as) servidores (as) públicos municipais.
A Subsede do Sintepp de Prainha tem mobilizado a categoria para uma assembleia geral, no dia 28 de maio, para debater medidas radicais contra os absurdos da prefeita Patrícia Haje e conta com toda a sociedade do município nessa jornada para garantir direitos conquistados com anos de muita luta da classe trabalhadora.

Geisi Dias

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