Greve em Nova Timboteua

A Coordenação da Subsede do Sintepp de Nova Timboteua informa na última quinta-feira (12) a Categoria realizou ato público em frente à Sede da Prefeitura do município, localizado no Nordeste Paraense.

Considerando que no último dia 27|04, as (os) trabalhadoras (os) em educação, reunidas (os) em assembleia aprovaram estado de greve e estabeleceram o prazo de 15 dias, notificando o poder público, e solicitando inclusive respostas concretas à pauta de reivindicações, as/os manifestantes concentraram-se na Prefeitura na perspectiva de serem recebidos pelo prefeito Luiz Carlos Castro (PTB), o Bagaceira.

Segundo o secretário de Administração, que disse não ter nenhum comando sobre a educação, o prefeito não estava. O vice-prefeito Adeilson (PT) foi para uma sala para receber a comissão, e no salão nobre se instalou a assembleia, que contou com a presença de servidoras/es de apoio e professoras/es. A Assessoria Jurídica do Sintepp acompanhou a assembleia.

Em 02.05, a Coordenadora da Subsede Ruth Helena Fonseca detalhou a situação no município. Leia um trecho da matéria:

A Coordenadora Geral da Subsede Ruth Helena Fonseca enviou detalhes da situação no município. Sobre o Plano de Cargos, Carreira e Remunerações (PCCR). “Demos o prazo de 15 dias para que o poder público municipal nos convoque para uma audiência. Queremos saber qual o impacto financeiro na folha de pagamento, a data de envio para aprovação na Câmara e demais questões que se fizerem necessárias a acerca do nosso PCCR, pois a construção do plano faz três anos e toda vez que sentamos com a Semed pedem prazo para nos responder, e nunca respondem, ou seja, não têm interesse nenhum”, antecipou a educadora.

Em relação ao Regime Jurídico Único (RJU) a Coordenação do Sindicato já interviu juridicamente. “Queremos o retorno do RJU à Câmara, com data para aprovação. Uma vez que o executivo enviou o Regime Jurídico à Câmara e a Casa o devolveu para ajustes, pois apresentava erros. Após isso eles nunca devolvem. O Sintepp, através de sua Assessoria Jurídica já fez proposta de possíveis alterações e as encaminhou para a Câmara. Estamos no aguardo desde o ano passado”, explicou.

Quanto ao repasse sindical, a Coordenação da Subsede informa que atrasada há um ano. “Estamos organizando os comprovantes de depósitos para ajuizarmos ação”, antecipou.

A Coordenação do Sintepp informa que aguarda parecer do governo sobre o 1/6 de férias, mesmo com o Sindicato enviando ofícios. “Exigimos parecer dos ofícios enviados pelo Sindicato ao executivo, dentre eles, o do 1/6 de férias, que é o recesso de 15 dias em janeiro e que as/os professoras/es têm direito e nunca receberam. Já reunimos sobre isso e sempre dizem que vão pedir parecer jurídico e nada. Consultamos a procuradora do município e ela disse que não encaminharam nada”, relatou.

Quanto aos demais pontos da pauta, que se referem as solicitações de requerimentos enviados à Semed, o Sindicato também aguarda pareceres. “Queremos o parecer dos requerimentos enviados à Semed, por servidores/as que nunca obtém respostas como sobre retroativos de gratificações, de auxílio alimentação de municipalizados, férias, décimo terceiro/2015, retirada de carga horária antes da lotação”, avisou.

A Subsede de Nova Timboteua denunciou ainda o remanejamento de professores/as para escolas distantes de suas residências. “Estes/as educadores/as correm risco de  vida e têm gastos por conta própria com deslocamento”, comentou.

(Na íntegra: http://sintepp.org.br/2016/05/nova-timboteua-aprova-estado-de-greve/)

Durante a assembleia, as (os) educadores (as) voltaram a criticar a falta do PCCR; RJU; os ofícios do Sintepp e Requerimentos das (os) servidoras (es) sem respostas pela Semed; denunciaram os atrasos constantes de salários, apesar do prefeito ter assinado um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) no Ministério Público (MP)  para pagar todas/os as/os funcionárias/os até o quinto dia útil de cada mês, e observaram que o pagamento ocorre para uns e outros não durante o mês todo, por exemplo, até agora muitas (os) servidoras (es) ainda receberam o mês de abril. Também houve reclamação quanto a falta de material pedagógico, de higiene, falta de merenda, de transporte escolar, e das precárias condições físicas nas unidades educacionais. Além já citado atraso no repasse sindical, há atraso no repasse ao Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS). E ocorreu ainda o registro das denúncias do assédio moral nas escolas, para não participação nas atividades do Sintepp.

A cobrança da integralidade da pauta de reivindicações da Categoria ficou mantida. E diante da situação exposta, por unanimidade, foi deliberada a deflagração de GREVE por tempo indeterminado, a partir da próxima terça-feira (17/05), e seguirá a mobilização nas escolas.

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http://sintepp.org.br/2016/05/nova-timboteua-aprova-estado-de-greve/

Geisi Dias

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