Governo Jatene se retira de sessão especial após ser questionado sobre calendário letivo e privatização da educação pública

O fato ocorreu na quinta-feira passada, 05, durante a sessão especial convocada pelo líder do PMDB na Assembleia Legislativa do Pará (Alepa), Iran Lima. A Seduc enviou a Secretária Adjunta, Beatriz Padovani, que se retirou após ser questionada por Lélio Costa (PCdoB) sobre o calendário escolar 2015.

Antes de sair Padovani, que também foi questionada quanto ao processo de privatização do ensino imposto pelos tucanos no Estado do Pará, apenas se limitou a declarar, “A Seduc não tem nenhuma intenção neste sentido”.

O desmonte da educação pública é protagonizado pelo governo Jatene. Fique atento (a) 

Entre as metas do Plano Nacional de Educação, que deveriam seguir de sobremaneira alinhadas às diretrizes e estratégicas do Plano Estadual de Educação (PEE), destacamos as seguintes:

Meta 1: Universalizar, até 2016, a educação infantil na pré-escola para as crianças de quatro a cinco anos e ampliar a oferta dessa modalidade em creches, de forma a atender, no mínimo, 50% das crianças até três anos até o final da vigência do PNE.

Meta 2: Universalizar o Ensino Fundamental com duração de nove anos para toda a população na faixa de seis a 14 anos e garantir que pelo menos 95% dos alunos concluam essa etapa na idade recomendada, até o último ano de vigência do PNE.

Meta 3: Universalizar, até 2016, o atendimento escolar para toda a população de 15 a 17 anos, e elevar, até o final do período de vigência do PNE, a taxa líquida de matrículas no Ensino Médio para 85%.

Meta 4: Universalizar para a população de quatro a 17 anos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação, o acesso à Educação Básica e ao atendimento educacional especializado, preferencialmente na rede regular de ensino, com a garantia de sistema educacional inclusivo, de salas de recursos multifuncionais, classes, escolas ou serviços especializados, públicos ou conveniados.

Meta 5: Alfabetizar todas as crianças, no máximo, até o final do 3º (terceiro) ano do Ensino Fundamental.

Meta 6: Oferecer educação em tempo integral em, no mínimo, 50% das escolas públicas, de forma a atender, pelo menos, 25% dos alunos da Educação Básica.

Meta 7: Fomentar a qualidade da Educação Básica em todas as etapas e modalidades, com melhoria do fluxo escolar e da aprendizagem, de modo a atingir as seguintes médias nacionais para o IDEB: 6,0 nos anos iniciais do Ensino Fundamental; 5,5 nos anos finais do Ensino Fundamental; 5,2 no Ensino Médio.

Meta 8: Elevar a escolaridade média da população de 18 a 29  anos, de modo a alcançar, no mínimo, doze anos de estudo no último ano de vigência do PNE, para as populações do campo, da região de menor escolaridade no país e dos 25% mais pobres, e igualar a escolaridade média entre negros e não negros declarados à Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Meta 9: Elevar a taxa de alfabetização da população com 15 anos ou mais para 93,5% até 2015 e, até o final da vigência do PNE, erradicar o analfabetismo absoluto e reduzir em 50% a taxa de analfabetismo funcional.

Meta 10: Oferecer, no mínimo, 25% das matrículas de educação de jovens e adultos, nos ensinos Fundamental e Médio, na forma integrada à educação profissional.

Meta 11: Triplicar as matrículas da educação profissional técnica de nível médio, assegurando a qualidade da oferta e pelo menos 50% da expansão no segmento público.

Meta 12: Elevar a taxa bruta de matrícula na educação superior para 50% e a taxa líquida para 33% da população de 18 a 24 anos, assegurada a qualidade da oferta e expansão para, pelo menos, 40% das novas matrículas, no segmento público.

Meta 13: Elevar a qualidade da educação superior e ampliar a proporção de mestres e doutores do corpo docente em efetivo exercício no conjunto do sistema de educação superior para 75%, sendo, do total, no mínimo, 35% doutores.

Meta 14: Elevar gradualmente o número de matrículas na pós-graduação stricto sensu, de modo a atingir a titulação anual de 60 mil mestres e 25 mil doutores.

Meta 15: Garantir, em regime de colaboração entre a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, no prazo de um ano de vigência do PNE, a política nacional de formação dos profissionais da educação de que tratam os incisos I, II e III do caput do art. 61 da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, assegurado que todos os professores da Educação Básica possuam formação específica de nível superior, obtida em curso de licenciatura na área de conhecimento em que atuam.

Meta 16: Formar, em nível de pós-graduação, 50% dos professores da Educação Básica, até o último ano de vigência do PNE, e garantir a todos os profissionais da Educação Básica formação continuada em sua área de atuação, considerando as necessidades, demandas e contextualizações dos sistemas de ensino.

Meta 17: Valorizar os profissionais do magistério das redes públicas de Educação Básica de forma a equiparar seu rendimento médio ao dos demais profissionais com escolaridade equivalente, até o final do sexto ano de vigência do PNE.

Meta 18: Assegurar, no prazo de dois anos, a existência de planos de Carreira para os profissionais da Educação Básica e superior pública de todos os sistemas de ensino e, para o plano de Carreira dos profissionais da Educação Básica pública, tomar como referência o piso salarial nacional profissional, definido em lei federal, nos termos do inciso VIII do art. 206 da Constituição Federal.

Meta 19: Assegurar condições, no prazo de dois anos, para a efetivação da gestão democrática da educação, associada a critérios técnicos de mérito e desempenho e à consulta pública à comunidade escolar, no âmbito das escolas públicas, prevendo recursos e apoio técnico da União para tanto.

Meta 20: Ampliar o investimento em educação pública de forma a atingir, no mínimo, o patamar de 7% do Produto Interno Bruto (PIB) do País no quinto ano de vigência desta Lei e, no mínimo, o equivalente a 10% do PIB ao final do decênio.

O Sintepp convida a sociedade a refletir sobre até que ponto o governo Jatene está direcionando suas ações para o alcance de tais metas, se considerarmos que não há até a presente data nenhuma proposta coerente para o cumprimento do calendário letivo 2015, e demais denúncias que temos encaminhado para o Ministério Público Estadual (MPE), em sua maioria com o suporte da própria população, que vê o alunado paraense sendo o principal prejudicado pelo desgoverno de Simão Jatene.

Amanhã (10), nosso Sindicato realizará Ato Público e Assembleia Geral em frente ao Palácio dos Despachos (Av. Almirante Barroso, com Dr. Freitas), às 9h00. A reunião terá como pauta: Calendário Letivo 2015 e desconto salarial de greve, além de abordar assuntos relacionados à Campanha Salarial deste ano que segue em andamento. Antes, às 8h00, uma Comissão de Trabalhadores (as) em Educação irá à Seduc cobrar agilidade em obras de infraestrutura das escolas.

*Com informações do Jornal Diário do Pará e Agencia Pará

Leia mais:

http://sintepp.org.br/2015/11/10nov-ato-publico-assembleia-geral/

http://digital.diariodopara.com.br/pc/edicao/06112015/cidade

http://www.agenciapara.com.br/noticia.asp?id_ver=112424

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