Não é só por salários: exigimos reformas nas escolas, jornada digna e PCCR Unificado!

Categoria decide pela manutenção da greve

O Sintepp informa que as agendas de atividade da greve, aprovadas na assembleia do ultimo dia 23.04 fortaleceram ainda mais a greve dos trabalhadores em educação na rede estadual de ensino.

Nesta quarta-feira (29) pela manhã a categoria voltou a se reunir em assembleia na EE. Cordeiro de Farias, e aprovou por ampla maioria manutenção da greve, mesmo diante da ameaça de corte de ponto e contratação de temporários anunciada pelo governo Jatene |Helenilson (PSDB) nos últimos dias.

Ontem, 28, educadores (as) das regionais Metropolitana, Nordeste I e II, Baixo-Tocantins e Oeste realizaram ato público pela manhã. Na capital, a atividade começou em frente ao Hangar Centro de Convenções na Av. Dr. Freitas, após informes os trabalhadores seguiram em caminhada pela via e paralisaram na lateral de entrada do Palácio dos Despachos. A comissão de negociação tentava uma reunião com o Governo.

Pouco antes da 12h30 a comissão retornou até a manifestação e apresentou a posição do governo de receber os grevistas na Secretaria de Administração (SEAD). Feita a consulta aos presentes, a maioria confirmou a continuidade da caminhada até o prédio da SEAD, e seguiram pela Av. Almirante Barroso.

Uma comissão de 13 lideranças do Sintepp, que estavam no ato foi recebida pelo governo. Mesmo em meio a tensão acumulada neste mais de 30 dias de tentativa de diálogo para o fechamento de uma proposta que não prejudique os trabalhadores em educação, o sindicato iniciou expondo novamente ao governo os pontos prioritários para a suspensão da greve, que são além de salariais, e sobretudo sociais.

Observe as propostas do Sintepp expostas em mesa de negociação:

Reforma das escolas

O Sintepp voltou a cobrar a apresentação do cronograma detalhado de reformas, considerando que o governo confirmou apenas a disponibilização no site da Seduc do cronograma à medida que as mesmas forem ocorrendo, e admitiu que diante do número de escolas que apresentam problemas de infraestrutura não tem como apresentar um calendário global neste momento. No mais, a Seduc disponibilizará a lista das licitações em andamento e o calendário das obras em curso; o governo ainda analisa a relação de escolas que estão inclusas no Pacto pela educação.

PCCR unificado

O Sintepp espera que o governo apresente de imediato o prazo para a conclusão da análise do estudo de impacto em folha que a unificação do PCCR trará, e aponta que a mesmo possa ocorrer em até 30 dias, visto que a comissão paritária já concluiu seus estudos. O sindicato avalia ainda que o envio do Plano para a Alepa deve ser feito imediatamente. O governo mantém a prosposta de 60 dias.

Retroativo (Piso 2015)

Mesmo diante da garantia de alinhamento dos salários ao piso federal anunciada pelo governo para o contracheque de abril, o Sintepp lembrou que existem pendências em relação aos meses de janeiro a março.

A proposta do sindicato é de que o pagamento seja feito em três parcelas consecutivas, a partir de maio de 2015. O governo diz que atualmente poderá se comprometer com o pagamento de duas parcelas em 2015, deixando outras duas parcelas para o ano que vem.

Jornada digna

Ainda sobre a implantação da Lei nº 8030/2014 (Jornada de Trabalho e Aulas Suplementares) o Sintepp solicitou análise ponto a ponto da portaria de lotação de 2015, pois considera que a mesma interfere diretamente na organização da dinâmica escolar e no momento expressa a política reducionista do governo.

Após exaustiva reunião, que durou até o final da noite desta terça-feira (28), foram feitas as devidas ponderações pelo sindicato e corrigidos os capítulos e artigos que compõem a portaria. Dos 53 artigos da portaria anterior, o governo garantiu que acatará as sugestões do Sintepp e estabeleceu o prazo de 48 horas para publicação da nova portaria, de responsabilidade da CODES/SAGEP/SEDUC.

Reposição das aulas

Em negociação. O governo afirmou que poderá descontar até quatro dias letivos dos grevistas, referentes ao mês de março. Porém o Sintepp considera a ação ilegal e tenta mediação. No processo de finalização das negociações, a categoria garantirá o cumprimento dos 200 dias letivos estabelecidos pela LDB.

Fique atento (a) a agenda da GREVE

30|04 (quinta-feira)

9h00

Ato público, concentração: em frente à SEAD (Tv. Chaco, Av. Almirante Barroso).

16h00

Reunião dos distritos.

01|05 (sexta-feira)

9h00

Ato Nacional Dia do Trabalhador, concentração – Mercado de São Brás, 9h

04|05 (segunda-feira)

9h00

Assembleia Geral, EE. Cordeiro de Farias.

Sintepp Sindicato

Read Previous

Nota da Intersindical em defesa da classe trabalhadora e contra o PL 4330 

Read Next

A greve está mantida. Acompanhe as ações da greve pelo interior

4 Comments

  • Quero parabenizar o Sintep por ser um sindicato de luta contra esse desgoverno de Jatene e Helenilson que querem reduzir o salário dos trabalhadores da educação, mentindo na imprensa burguesa que os professores ganham bem. Eles devem estar pensando que a nós estamos dando aula na Inglaterra ou Estados Unidos. O sindicato deve recorrer em Brasília já que o piso é uma lei federal.

  • Devido ao longo período da greve é natural que o raciocínio por vezes se torne confuso e tomado pela emoção. No entanto, gostaria de ressaltar aos nobres e incansáveis que estão à frente do comando de greve e nas constantes mesas de negociação com o governo que agora, mais de trinta dias de greve, É PRECISO TER CLAREZA E SER OBJETIVO NAQUILO QUE SE PRETENDE COM O MOVIMENTO: GARANTIA DA JORNADA SEM PERDAS DE REMUNERAÇÃO, PCCR UNIFICADO, RETROATIVO DO PISO E, SOBRETUDO, EXIGÊNCIA DE PLANEJAMENTO E CRONOGRAMA DE REFORMA DAS ESCOLAS. Em hipótese alguma podemos sair desta greve sem uma resposta à questão da melhoria da infraestrutura escolar, repito, em hipótese alguma deve-se encerrar a greve sem essa perspetiva e resposta à sociedade em relação à situação precária das escolas, caso contrário, não vejo mais justificativa junto à comunidade escolar para futuros movimentos como este. O MOVIMENTO PRECISA FOCAR NESSES QUATRO PONTOS A PARTIR DE AGORA.

  • É imprescindível que a categoria juntamente com o Sindicato retome perante o Ministério Público Estadual a aplicação do TAC (Termo de Ajuste de Conduta) celebrado já em 2013. Somente assim, teremos sucesso no andamento da greve, pois o Governo não retrocede nas atitudes truculentas. Sendo que as pautas cobradas na greve 2015 são as mesmas reforçadas pelo piso 2011 e 2015. Abraços!

  • PCCR UNIFICADO, se fizessem pesquisa não seria pauta de greve dos professores.
    Reforma nas escolas: tem que ser uma bandeira também de toda a sociedade, os professores não podem carregar pra si essa responsabilidade.
    As pautas de interesses reais da categoria já foram atendidas.
    Daqui para frente, se a greve se prolongar será devido a outros razões….

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *