Educação refém da violência e do descaso

O mapa da violência no estado ganha mais um destaque. Há muito isso deixou de ser novidade. O diferencial neste caso, que também já não é tão novo assim, é o local do ocorrido: o interior de uma escola, espaço onde se luta na construção do contraponto às mazelas sociais.

Na tarde de ontem (13), Antonio Carlos Coelho, 58 anos, servidor da Escola Estadual Principe da Paz, em Ananindeua, foi alvejado com três tiros disparados por um aluno dentro da própria unidade de ensino em seu horário de trabalho e em razão dele.

O fato escancara o cenário de violência a que o Pará está submetido e que na contramão da função social da escola, a invadiu.

Muitos são os casos em que trabalhadores da educação relatam viver situações de violência, que vão desde falta de condições de acesso aos seus locais de trabalho que os deixam sucetíveis a assaltos e outras práticas de violência, potencializadas em caso de trabalhadoras, até ameaças veladas ou diretas dentro do próprio ambiente de trabalho.

Hoje nossas escolas tornaram-se alvo de questões relativas ao tráfico de drogas e outras circunstâncias de violência. Isso sem falar da imposição de péssimas condições de trabalho e convivência a que são submetidos funcionários e alunos.

Escolas sucateadas com pouco ou nenhum suporte material, merenda de qualidade duvidosa e fornecimento irregular dificultam a realização do trabalho educativo e influenciam negativamente no interesse de alunos pela vida escolar. Esses problemas relacionam-se diretamente a falta de responsabilidade e compromisos com a educação pública estatal. Nos municípios o quadro é similar.

Atualmente o antes inimaginável é fato: a polícia militar realiza rondas fixas no interior de algumas escolas da rede estadual, passando para a comunidade escolar uma frágil sensação de seguranca, demonstrando que a tônica da atuação do governo é a repressão, em detrimento da prevenção.

Lamenta-se que com isso a escola venha perdendo sua característica principal de espaço privilegiado para construção da cidadania.

O Sintepp levará, mais uma vez, a pauta junto ao governo a exigência de resolução deste problema que amarga toda a sociedade e fere vidas inocentes.

Arte: web

Sintepp Sindicato

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