Início da Greve no Moju é marcada por manifestação pelas ruas da cidade

O ato público de início da greve dos trabalhadores (as) em educação do Moju começou na manhã de hoje, 4, após uma assembleia geral e seguiu pelas ruas da cidade, passando pela prefeitura, até o Fórum do Judiciário.

A perspectiva dos educadores é encontrar uma mediação para o impasse criado pela prefeita Nilma Lima, que de tanto ignorar a pauta dos servidores os levou a paralisação das atividades escolares.

Entre as principais reivindicações da categoria estão:

1 – Pagamento dos salários de julho/2019;

2 – Reajuste do piso dos professores (superior, mestres, especialistas e etc);

3 – Pagamento de horas extras devidas aos vigias;

4 – Correção dos salários da EJA;

5 – Atendimento de alunos com necessidades especiais;

6 – Retomada de obras.

Amanhã, 5, haverá novamente ato público, às 8h00,em frente ao Terminal Rodoviário da cidade. De lá, os trabalhadores seguirão para a Praça onde se localiza a Sede da Prefeitura.

Na sexta-feira, 6, os educadores se concentrarão a partir das 8h na Câmara Municipal, para buscar com parlamentares um posicionamento sobre a defasagem provocada pelo Executivo no ensino público municipal do Moju.   

POR QUE A EDUCAÇÃO DO MOJU PAROU? – CARTA DE ESCLARECIMENTO A COMUNIDADE ESCOLAR MOJUENSE

O Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará (SINTEPP) Subsede Moju comunica a comunidade escolar e em geral que os servidores em educação da rede pública municipal, reunidos em assembleia geral do dia 27/08, resolvem deflagrar GREVE na rede pública de ensino deste município a contar desta quarta-feira, 04 de setembro.

Os motivos que nos levam a tomar essa decisão são resumidamente um conjunto de problemáticas que vão desde a infraestrutura necessária para o funcionamento normal de nossas escolas, até questões extremistas do governo como salários atrasados de servidores, o não reajuste salarial de parte dos profissionais do magistério (garantido pela Lei do Piso), remoção indevida de servidores, corte salarial, não cumprimento de decisões judiciais, dentre outros.

Durante mais de um ano essa categoria vem tentando construir o diálogo e buscando diplomaticamente resolver todas essas demandas junto ao governo municipal, porém, infelizmente, vivemos tempos sombrios no que tange a postura truculenta do atual governo no trato das questões públicas.

Muitas promessas foram feitas e poucas se cumpriram no decorrer de mais de um ano de governo. O cenário educacional hoje é de total abandono.

São inúmeras obras de escolas abandonadas em várias regiões do campo em Moju, o transporte escolar que além de não atender os 200 dias letivos são na maioria de péssima qualidade e passam o maior tempo quebrados ou parados por falta de pagamento, são salas superlotadas em inúmeras escolas (prejudicando sem precedente o processo de ensino aprendizagem em nossas escolas), a merenda escolar que dura no máximo 15 dias do mês na maioria das escolas da rede municipal (prejudicando o cumprimento das atividades didáticas/ pedagógicas e contribuindo para evasão escolar), nossos professores vêm sofrendo desde de julho de 2018 cortes e perdas descabidas nos seus orçamentos mensais (impactando sobremaneira nossa economia local com um prejuízo enorme ao comércio local), servidores sendo removidos sem aviso prévio e sem motivo real de seus locais de trabalho, servidores com licenças acumuladas sem perspectivas de ter seu direito garantido, dentre outras problemáticas que engessaram a educação pública causando danos irreparáveis a esse setor fundamental para o desenvolvimento de nosso município.

O Governo da Prefeita Nilma Lima foi totalmente irresponsável com a Educação de nosso município, não demonstrou nenhum interesse em resolver tantas problemáticas já citadas. A saída encontrada, mediante ao que foi supracitado, foi a GREVE, para tentar chamar atenção da justiça, poder legislativo e da sociedade para que juntos possamos acordar esse governo que dorme ou que apenas fecha os olhos para a educação de nossa gente, de nossas crianças, adolescente e adultos.

 

Geisi Dias

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