1º de Maio – Dia Internacional do Trabalhador

LUTE PELO DIREITO DE SE APOSENTAR

O SINTEPP convoca sua categoria para participar das ações sindicais do 1º de Maio – Dia do Trabalhador. Em Belém haverá Ato Público, organizado pelas Centrais Sindicais, nesta quarta-feira (1), com concentração às 9h00, em São Brás.

A data tem origem em 1886, quando aconteceu uma greve geral nos EUA e 500 mil trabalhadores ocuparam as ruas de Chicago. A partir de 1891 o Congresso Operário Internacional, na França, convocou manifestações anuais. A primeira acabou com 10 mortes, por intervenção policial.

Em 1919, o Senado francês aprovou oito horas de trabalho e anunciou o 1º de maio como feriado. Posteriormente, outros países fizeram o mesmo. Este ano também foi marcado por greves e manifestações pela garantia de direitos trabalhistas em todo o mundo. Foi neste ano, por exemplo, que cerca de 60 mil trabalhadores aos gritos de “Viva o 1º de Maio” se reuniram na Praça Mauá, do Rio de Janeiro. As reivindicações de operários eram por direitos mínimos.

Já em 1968 o 1º de Maio demarcou o movimento “Abaixo a Ditadura”. Na Praça da Sé de São Paulo, trabalhadores e moradores de Osasco e Santo André confrontaram o então governador do Estado Abreu Sodré em defesa de seus direitos civis.

O 1º de Maio também é a data comumente utilizada pelos governos para anunciar o reajuste anual do salário mínimo.

Em janeiro deste ano, durante a VI Conferência dos Advogados do estado do Pará, o professor, doutor e juiz de direito Elder Lisboa destacou que “o Pará é campeão no ranking nacional de trabalho escravo”.

Explicando que o ato fere o estado democrático de direito, o jurista alertou não somente para o conceito sociológico, filosófico e político do trabalho escravo, mas para o conceito jurídico. “Toda pessoa submetida a escravidão ela perde a sua auto determinação prevista na convenção de 1948 que discutiu os direitos do homem […] quando se perde a auto determinação, se denomina trabalho forçado”, finalizou.

Nosso sindicato destaca que não aceita nenhum direito a menos aos trabalhadores e trabalhadoras da educação. Por isso reivindicamos a revisão imediata da Reforma Trabalhista de 2017 (promulgada pelo golpista Michel Temer) e não aceitaremos a PEC 6/2019 (Reforma da Previdência Social) proposta pelo militar da reserva e ex-deputado Jair Bolsonaro, que tramita na Câmara de Deputados, visto que os principais prejudicados serão as pessoas com menor poder aquisitivo no país.

Faz-se mais que urgente que o trabalhador esteja nas ruas para a defesa de seus direitos. Educador (a) paraense, amanhã (1) mesmo sendo feriado, para nós será dia de mais uma Aula de Cidadania.

TODOS (AS) AO 1ª DE MAIO DA CLASSE TRABALHADORA!

netozip

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