Nota de Repúdio contra Prefeitura e Secretaria Municipal de Educação de Belém pela prática desrespeitosa aos educadores e ao Sintepp

 

Nota de Repúdio PMB/SEMEC para com os educadores municipais de Belém e ao Sintepp

O Sindicato dos Trabalhadores da Educação Pública do Pará (SINTEPP), através de sua coordenação executiva de Belém, vem a público repudiar a prática/atitude desrespeitosa e mentirosa da PMB/SEMEC para com os educadores municipais de Belém e ao Sintepp.

O repúdio do sindicato e dos educadores de Belém decorre do fato de que em duas audiências ocorridas (17/02/16) e (15/04/16) entre a Semec e o Sintepp, o tema Cred-leitura (bônus livro) para os educadores da rede municipal, na Feira Pan-amazônica do livro/2016, foi ponto de pauta de reivindicação da categoria, inclusive com solicitação de reajuste no valor para 300 reais.

Na primeira audiência (17/02/16), coma presença da secretaria de educação interina Luanda Freire, questionada por representantes do sindicato sobre o cred-leitura/2016, a secretaria temporária disse que “a PMB/SEMECiria realizar esforços para manter o beneficio”. Na segunda audiência (15/04/16),com a participação da secretaria titular Rosineli Salame, a mandatária da Semec foicategórica na resposta: “o cred-leitura (bônus livro) está garantido ao grupo magistério da Semec”, e usou a crise brasileira, como dificuldade para não reajustar o bônus , porém, afirmou que estava garantido o valor de 200 reais.

Eis que para desagradávelsurpresa dos educadores municipais e do Sintepp, no dia 27/05/16, concidentemente o dia da abertura da Feira Pan-amazônica do livro/2016, A SEMEC publicou nota em seu portal e amplamente reproduzida nas redes sociais, anunciando a “canelada” nos educadores municipais.

Utilizando a desculpa esfarrapa da crise econômica no Brasil, a secretaria municipal de educação de Belém anunciou que devido à dificuldade orçamentário-financeira não poderá garantir a concessão do cred-leitura aos seus educadores no ano de 2016.

Além do anuncio da “canelada”a SEMEC expressa,também,em seu comunicado que “a prefeitura não tem medido esforços para manter os direitos trabalhadores da educação, tanto que repassou, em janeiro, o aumento de11, 36% no salário da categoria, e vem garantindo a manutenção do vale transporte e ticket alimentação”.

Repudiamos amentira e a desfaçatez, usadasna mesa de negociação pelasrepresentantes da secretaria municipal de educaçãoque afirmaram ao sindicato que o cred-leitura/2016 estava assegurado. Também, queremos contestar a inverdade em relação ao reajuste salarial de 11,36% aos trabalhadores municipais de educação.

Sobre o reajuste salarial, a PMB/SEMEC mais uma vez camufla a verdade, pois em janeiro de 2016, repassou aos contracheques do grupo magistério,minguados 5% de reposição no vencimento base + um abono de cento e poucos reais, o que não alcançou a integralidade dos 11, 36% do reajuste do Piso Salarial Nacional do Magistério/2016 (lembramos que nos quatros anos desastrosos a frente da PMB, o prefeito tucano nunca garantiu o pagamento do PSPN).Em relação ao reajuste salarial dos funcionários operacionais, foi concedido um desidratado abono de 58 reais como complementação para elevar a remuneração a 880 reais, valor do salário mínimo reajustado em 2016. Enquanto que aos funcionários administrativos não foi concedido nada de reajuste.

Compreendemos que a mentira, a dissimulação – associados ao assédio moral – são estratégiaslargamente empregadas pelaadministração Zeraldiana/Salamianapara disfarçar a incompetência e politica neoliberal que vem sucateandoa educação e desvalorizando os educadores municipais de Belém (na verdade,essas práticassão corriqueiras em toda a PMB e lesamo conjunto dos seus servidores municipais). A verdade é dura, Zenaldo e Salame mentem na caradura!

AGUINALDO FERREIRA

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