Prefeito de Breves dá "cano" nos trabalhadores em educação

Os Trabalhadores em Educação de Breves, em greve desde o dia 30 de dezembro de 2014 e, que se encontram pelo 5º dia o prédio da Prefeitura Municipal, informam a todos que mais uma vez o Governo Municipal, por meio do Secretário Municipal de Educação, Sr. Reginaldo Lourenço e do Prefeito Municipal, José Antônio Azevedo Leão, foram enganados acerca de uma possível reunião para discutirem os pontos da pauta de reivindicações da categoria.

Na segunda-feira, dia 26/01, quando os trabalhadores em educação decidiram pela ocupação do prédio da Prefeitura Municipal, em face da falta de avanço nas negociações e da ausência do Gestor Municipal no debate com a categoria, o Secretário de Educação enviou ofício ao SINTEPP confirmando uma reunião com a presença do Prefeito Municipal para o dia 30/01, às 09 horas. Para a surpresa de todos, especialmente daqueles que se sacrificam em condições precárias na ocupação da Prefeitura, nenhum representante do Governo Municipal apareceu para pelo menos dar satisfação acerca da insistente ausência do Prefeito Municipal, ficando claro a todos o exemplo de covardia, desrespeito para com os trabalhadores em educação e uma manifesta falta de cumprimento do dever de homem público e gestor responsável pelos problemas de Breves.

Como consequência da falta de seriedade do Governo de Breves, os trabalhadores em educação decidiram não aceitar reunir com o Governo se a proposta de data e horário não for informada previamente. Caso o Governo Municipal queira reunir conosco ainda hoje, isso terá que ocorrer somente depois do ATO PÚBLICO marcado para hoje (30/01) às 17horas em frente à Prefeitura.

Mais uma vez o Prefeito de Breves e sua equipe de lacaios demonstram concretamente nenhuma preocupação com os educadores de Breves, pois se estivessem realmente desejosos em resolver os problemas que concorreram para a GREVE e por conseguinte à OCUPAÇÃO da Prefeitura, já teriam priorizado o diálogo com os trabalhadores, mas parece que diálogo é um termo estranho ao vocabulário do Prefeito de Breves.

Queremos também deixar claro aos companheiros e companheiros de outras secretarias do funcionalismo público de Breves que não temos nenhuma influência em atraso de pagamento de quaisquer servidores, visto que quando ocupamos o prédio em nenhum momento o Governo demonstrou preocupação com o pagamento dos servidores. Além disso, quando os trabalhadores em educação decidiram pela ocupação do prédio da Prefeitura (26/01), a Prefeitura já tinha tido tempo suficiente para elaborar todos os procedimentos necessários ao pagamento das outras secretarias. Por tanto, aqueles que acham que nós somos culpados por possíveis atrasos de salários, ao invés de ficarem assistindo a tudo passivamente, deveriam vir somar conosco na luta por melhores condições de trabalho. Acreditamos que os nossos problemas não são maiores, também não menos importantes, do que os dos servidores das outras secretarias, porém, nossa luta não é somente por salários, mas também por reforma nas escolas, melhorias no transporte e merenda escolar, calendário sem sábados letivos entre outros.

Aqueles que nos acusam deveriam se juntar à nossa luta justa e legítima e, aproveitarem o momento oportuno para também denunciarem os problemas na saúde, meio ambiente, obras, administração e outras secretarias. Não aceitaremos calados e inertes ao retrocesso imposto por um Governo incompetente e covarde.

Quando o Prefeito e o Secretário de Educação deixam de vir numa reunião que eles mesmos marcaram fica claro a todos nós o exemplo de imaturidade, sarcasmo e desrespeito com os trabalhadores em educação que, para serem recebidos, tiveram que ocupar o prédio da Prefeitura como forma de pressão junto ao Prefeito de Breves.

Queremos deixar claro a todos que em nenhum momento desta ocupação histórica houve qualquer atrito com a Guarda Municipal ou outro órgão do sistema de segurança pública, visto que os companheiros da Guarda Municipal fazem suas refeições junto com os manifestantes a partir de refeições compradas pelo SINTEPP. Logo, tranquilizamos a todos acerca de supostos boatos de confronto com a Polícia Militar.

Também queremos deixar todos cientes de que, mesmo com todas as dificuldades enfrentadas no local da ocupação, tais como calor, cansaço físico e emocional, falta de estrutura do único banheiro disponível, entre outros, os trabalhadores em educação não se deixarão matar pelo cansaço como quer o Governo Municipal. Vamos resistir até o limite de nossas forças que se torna cada vez maior a cada desrespeito cometido pelo Governo de Breves. Não estamos dispostos a recuar sem que haja disposição por parte do Governo em reunir conosco. Estamos abertos ao diálogo, porém a decisão de mantermos a ocupação da Prefeitura é de exclusiva culpa do Prefeito que se mostra ausente no debate.

Nesse sentido, convidamos a todos a participarem conosco de um grande Ato Público:
ATO PÚBLICO – 30/01 (Sexta-feira) – 17 horas
Em frente à Prefeitur

Sintepp Sindicato

Read Previous

Marapanim: ocupação da prefeitura é encerrada, mas luta segue

Read Next

Piso de Belém: essa farsa tem que acabar

One Comment

  • Verdadeiro descaso dessa administração nefasta em relação à educação e aos trabalhadores. Só lembrando, que essa história de reposição precisa acabar toda vez que a Justiça considerar as greves legais. Quem tem que repor é quem perde, no caso da prefeitura perdendo, ela tem que pagar a reposição como horas extras (pagar em dobro porque provocaram a greve) em favor dos trabalhadores e dos estudantes pra- não perderam aulas. Sempre somo nós que pagamos o “pato” mesmo quando a greve é legal, isso precisa mudar.

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *